Nova pesquisa estuda água em Marte

11-09-2010 00:19

O veículo Phoenix, em Marte

 

 

SÃO PAULO- Analisando dados recolhidos no planeta vermelho, a Nasa encontra novas evidências de que Marte já foi um dia abundante em água no estado líquido.

Graças a informações recolhidas pela veículo Phoenix Mars Lander, os pesquisadores descobriram que a atual composição da atmosfera do planeta só pode ser explicada pela presença recente de H2O em estado líquido.

   Por recente, entenda-se milhões de anos – uma vez que, na escala geológica, costuma-se lidar com bilhões e trilhões de anos.

O Phoenix chegou a Marte em 25 de maio de 2008 e, embora já esteja inativo, os dados colhido por ele ainda estão sendo estudados. As recentes descobertas são baseadas em informações colhidas sobre dióxido de carbono – um gás que constitui cerca de 95% da atmosfera marciana e é capaz de se infiltrar na siperfície, indicando a presença de água.

Os instrumentos a bordo do veículo mediram isótopos de carbono e oxigênio; os isótopos são variantes do mesmo elemento, porém com diferente peso atômico. Eles podem ser usados como uma assinatura química que nos diz de onde algo veio e por quais eventos passou.

A assinatura química sugere que o dióxido de carbono reagiu com a água líquida presente na superfície. Essa conclusão é possível devido a algumas características do planeta.

A baixa gravidade e a ausência de campo magnético em Marte significam que, conforme o CO2 se acumula na atmosfera, ele se perde no espaço. Esse processo favorece a perda de um isótopo mais leve chamado carbono-12, em comparação ao carbono-13.  Se o CO2 de Marte tivesse passado somente por esse processo de perda atmosférica, a razão entre carbono-13 e carbono-12 seria muito maior do que o medido. Isso sugere que a atmosfera marciana recentemente foi preenchida com CO2 emitido de outras fontes – no caso, vulcões.

No entanto, uma assinatura vulcânica não está presente na proporção de dois outros isótopos (oxigênio-16 e oxigênio-18), achados no CO2 de Marte. Isso tudo sugere que o dióxido de carbono reagiu com água líquida, o que enriqueceu o oxigênio do CO2 com o oxigênio-18 (mais pesado).

A tese, publicada pela edição online da Science, é a de que água em estado líquido esteve presente em quantidade suficiente na superfície do planeta para afetar a atmosfera.

Fonte: info.abril.com.br

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